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No jornal espalhado pelo chão do banheiro,
passo os olhos no show que passou
no ultimo final de semana que ainda não aconteceu;
eram duas horas de um novo dia.
Enquanto o mundo dorme,
revejo fotos do próximo lugar,
em novos sons na água cor de Coca-Cola,
em sirenes e sons secos que rompem a madrugada
e que seguem como o rio,
na velocidade do que deixa para trás.
Um breve de despedida
talvez sinalize um novo regresso;
do gavião que se despede do minuto que já passou
ao abrir suas asas e levando em suas garras aquele
que não esperou o próximo minuto chegar
e o show, que está prestes a começar.
Silêncio!
Reverencio um novo tempo
que leio nas páginas do velho jornal.
(BETH SANTANA)
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Meu Amor
Porque condenas os homens por seus viris desejos?
Se toda mulher, só quer se despir
insanamente em desejos para seu homem.
Não fales de romance, ou promessas futuras
quando as rosas, em verdade,servem apenas
para vestir um corpo que anela
pelo regogizo de uma boca entreaberta.
Para que insistir no romance?
Se tudo se finda ou se inicia
entre lábios molhados que pouco falam
entre olhares perdidos que muito dizem.
Não somos aqueles tolos e ingênuos jovens
em pleno fervor de um exercicio sensorial.
Eles apenas exercitam.
Deixe-os ansiar loucamente pelo sufocar.
Seja corpo entregue em plenitude
de sentimentos que lembram
um delicioso e ofegante ato de pecar.
(Beth Santana)
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Em poucas horas seremos noite.
Ao longe sinto tua presença
em apressados bater de asas
vagando em negro espaço.
Apenas venha, mas sem pressa
em atender meu coração
que descompassadamente
te pede, te chama.
Ainda é crepúsculo
teremos muitas horas
para sermos uníssonos no silêncio
de nossa carne e espírito;
estamos condenados por sentimentos
no limbo de uma eternidade.
Apenas fique em mim
até que o sol te acorde,
ou o bem-te-vi me chame.
(by Beth Santana)
Esse poema foi pulbicado nesse mesmo espaço em 07 de novembro de 2007. E escolhido por Carmen Neves para ilustrar seu novo livro “Castelo de Desejos” – um singelo poema, puramente intuitivo, que juntamente com outros tantos emotivos – escolhidos por Carmén – ilustraram uma linda história de amor.
PS: Queridos, me perdoem pela ausência – ando um pouco atarefada! Prometo retornar assim que passar esse ciclo de muitos afazeres, deveres, obrigações…
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Meu sonho é voar
Por todas galáxias
Acima das Rochas
Desvendar outras crostras
Voar e voar e só voar…
Meu sonho é voar
Para as estrelas
Pelo tempo
Até ao futuro
E depois
Retornar ao passado…
Meu sonho é voar
Dentro da minha mente
Perscrutar com minhas asas
A resistência do vento
A teimosia do tempo
A mania das nuvens
A magia de voar e zás
Voar e voar e só voar…
Meu sonho é voar
Na loucura do Homem
Nos pensamentos que somem
Nos ventos que sobem
E descem só por capricho…
Meu sonho é voar
Só por capricho do desejo
Só pelo menos um dia
Só por querer sonhar
Com algo um tanto impossível
Materialmente
E possível somente
Na imaginação da minha mente.
(Edson Cumbane)
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Quero apenas subir na roda-gigante,
E do alto apreciar a cidade sobre meus pés.
Não quero bolo, velas faiscantes,
muito menos ser a anfitriã do dia
recebendo gente bacana
na minha casa bacana.
Permitam-me, querer ser esquecida
no dia em que quero ser criança;
comer pipoca, cachorro-quente,
rir a toa, gritar e morrer de medo
quando a roda-gigante, de repente, parar…
para depois voltar a girar.
Assim como a vida…
(Beth Santana)
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Sinto-me fragmentada
como àquelas nuvens que surgem no céu
ali, adiante, naquele horizonte montanhoso
que meus olhos descansados, alcançam.
Fragmenta de um todo
ainda não completa,
encaixando pedaços de pedra
que se juntam umas as outras
numa orla qualquer de pedras portuguesas.
Fragmentada na certeza de que o incerto
é mera questão subjetiva de um nada
que se completa num todo qualquer,
de um mar qualquer, de um verde qualquer,
em quaisquer pessoas.
(Beth Santana)
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Onde Está O Meu Amor?
(Paulo Ricardo)
Onde está o meu amor?
Quem será, com quem se parece?
Deve estar por aí
Ou será que nem me conhece?
Onde andará o meu amor?
Seja onde for irá chegar
Onde está o meu amor?
Que será que ele faz da vida?
Deve saber amar
E outras coisas que Deus duvida
Corre, se esconde
Finge que não,jura que sim
Morre de amores aonde
Longe de mim
Onde está o meu amor?
Leve envolto em tanto mistério
Deve saber voar
Deve ser tudo o que eu espero
Onde andará o meu amor?
Seja onde for eu sei que vai chegar
Corre, se esconde
Finge que não, jura que sim
Morre de amores aonde
Longe de mim
Aonde está o meu amor?
Deve estar em algum lugar.
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Todas as direções
observo as luzes
que vão, que vem
em constante movimento de direções
sincronizadas, opostas;
luzes mecânicas
guiadas, acompanhadas
por outras luzes.
Luzes
que pedem passagem,
em velocidade
de destinos traçados,
alguns atingidos,
outros interrompidos;
em pontos de partida,
em rotas de chegada.
Luzes de pequenos,
ágeis vagalumes
diante dos meus olhos
no escuro da noite.
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