
15 minutos ao lado de um “Ser Iluminado”
Me deram 15 minutos.
15 minutos tirados do meu dia, 15 minutos da minha vida,
15 minutos vigiados, 15 minutos somados;
perpetuados pelo tempo contado,
Ao lado de um Ser Iluminado.
Os ponteiros começam a correr.
Tenho apenas 15 minutos.
Talvez, só precissasse de 15 milésimos de segundos
para te olhar e nada perguntar.
Perguntar o que? Se nada quero saber.
Saber o que? Se o olhar já me faria entender.
Mas são 15 minutos.
Então, ficaria aguardando tuas respostas
Das perguntas já conhecidas.
As respostas nunca viriam,
pois jamais as perguntaria.
Estamos num impasse.
O que fazer?
Então, usaríamos nossos 15 minutos
Caminhando pela praia
Conversando amenizades
Olhando o sol nascer
Até que os ponteiros nos lembrasse
que havia findado o tempo.
- Tempo de que?
- Não sei. Nem quero saber.
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Esse texto, de minha autoria, é uma resposta ao “meme” que me foi repassado pelo blog Wolverine Responde . Na verdade, o “meme” era para ser postado no meu outro espaço, o She´s Like The Wind – mas meu “Ser Iluminado” pediu que meus 15 minutos ao lado dele, fosse postado, incialmente por aqui. Depois eu coloco por lá e aviso ao Wolve.

Boa noite
Gostei muito do texto.
Acho que no meu caso, pelo menos hoje, pediria para ele me contar uma boa piada.
Grande abraço
André Neves
Querida,
Você sempre com suas perguntas retóricas.
O que é sua vida e seus pensamentos?
Beleza! Confusão! Indecisão!
Dúvidas, Certezas e incertezas?
Mas, deixa eu considerar o texto, sob esta ótica acima citada:
1- Você diz: Perguntar o que?
2 – Se nada quero saber.
3 – Saber o que?
4 – Se o olhar já me faria entender.
Você diz: “ficaria aguardando tuas respostas”
Mas, (1) você não perguntou! (2) Você nada quis saber!
“Das perguntas já conhecidas.
As respostas nunca viriam,”
Estas duas linhas… são boas afirmativas e uma completa a outra. Muito verdadeira, lógica até.
Você reafirma o item 2 dizendo:
“pois jamais as perguntaria.”
A outra parte abaixo, faz referencia
a boas e gratas lembranças, e ao que
parece, recentes, e muito vivas. Parece que
ainda vives estes momentos.
E o terminas com palavras de indiferença:
- Não sei. Nem quero saber.
Muito indecifrável… mas gostei. Suscitou vários pensamentos.