A música vem suave
em breves e poucos segundos,
quebrando o silêncio surdo
de meu pesar.
Som que molha meus olhos.
Mentiria se dissesse o contrário,
um dia a mais…
e invades meus pensamentos
tão vagos e distantes,
ainda escravos de um porta-retrato.
Cerro meus olhos em saudade,
sinto teu cheiro em minha pele
tua boca em minha boca
numa leve valsa de nós dois.
Mas num triste azul
vejo dias densos.
Meu coração tão só de mim
tão distante de nós;
e meu corpo em triste matéria
agora pertence a outro.
Meu anjo!
Porque morrestes dentro de mim?
(By Beth Santana)

Beth, um poema lindo, apesar de triste. Beijos.
Diga-lhe: Saia para fora!!!
Faz falta não é? Chegamos mesmo a pensar assim!
O que aconteceu???
Um cheiro querida!