Filho de hipnos
Talvez o filho de Hipnos
não me queira em seus braços por hoje.
O sono não chega ao corpo cansado e tenso,
que perece em dores e pálpebras pesadas,
de um dia fatigante.
Deito o resto de mim
naquele sofá nem tão macio,
porém rápido refúgio de minhas dores,
de meus pés exaustos, de mãos outrora perfumadas
agora entregues ao novo perfume da casa.
Quero perecer em segundos
entregando minha alma à Tanatus.
Desfaleço, ao leve tocar de brisa quente
que vem do ventilador em noite de verão.
Sinto-te. Tocas levemente em meu rosto,
observas o meu corpo;
Pensei ser o vento a me embalar.
Eram as tuas mãos que me despertavam
com beijos escondidos por entre os teus dedos.
Eras tu, o filho de Hipnos.
És tu…Morpheu!
Em teus braços a me carregar
ao silêncio sagrado de nosso quarto
onde apenas o som de nossos corpos
rompiam o silêncio da noite quente de verão.
Me despertas com o sopro de tua ternura,
falas de minha pele sob suas mãos,
do cheiro suave do perfume matinal
nem tão ausente de meus cabelos.
És um Deus? Não. És meu homem!
Ajoelhado diante de mim – tua mulher.
(by Beth Santana)


Beth,
linda poesia! Um deleite para os amantes da filosofia e da mitologia, com um toque da sensualidade e discrição que nos faltam nessa nossa sociedade erotizada que não nos deixa agir de forma romântica. Amei!!!! Lindo, Lindo, Lindo!
Querida, gosto de poemas onde há as palavras: corpo, alma, mãos e corpo! Parabéns!
Há dias em que estamos mesmo tão casados e tensos que, mesmo estando nesta situação, não conseguimos dormir…
Se eu estivesse por perto, daria-te uma demonstração de como uma massagem masculina, nestas horas, ajuda Morpheu!!
Oii, tudo bom??
Amei…muito lindo, sem palavras.
Beijinhos e fique com os deuses….