“Desde a idade de seis anos eu tinha mani de desenhar a forma dos objetos. Por volta dos cinquenta havia publicado uma infinidade de desenhos, mas tudo o que produzi antes dos sessenta não deve ser levado em conta. Aos setenta e três compreendi mais ou menos a estrutura da verdadeira natureza, as plantas, as árvores, os pássadores, os peixes e os insetos. Em consequência, aos oitenta terei feito ainda mais progresso. Aos noventa penetrararei no mistério das coisas; aos cem, terei decididamente chegado a um grau de maravilhamento – e quando eu tiver cento e dez anos, para mim, seja um ponto ou uma linha, tudo será vivo”
(Katsuhika Hokusai, sécs. 18-19)
Assim vejo Julie – a doce menina, mulher, mãe, esposa do “Poeiras ao Vento” – a aniversariante do dia – sempre descobrindo coisas e vida além da vida de nossas vidas. Julie, em contante transformação de si mesma, soprando as poeiras de si, comemorando a vida e questionando-a.
Para Julie, nesse novo ciclo, a sua autora preferida – Clarice Lispector.
“É. Eu me acostumo mas não amanso. Por Deus! eu me
dou melhor com os bichos do que com gente. Quando vejo
o meu cavalo livre e solto no prado – tenho vontade de
encostar meu rosto no seu vigoroso e aveludado pescoço
e contar-lhe a minha vida. E quando acaricio a cabeça
de meu cão – sei que ele não exige que eu faça sentido
ou me explique.”
A Hora da Estrela

Parabéns para ela (atrasado). Tudo de Bom!!!
Achei seu blog por acaso. Mas gostei muito.
Ótimo restinho de semana!
Parabéns para ela~~
Ela merece!