Roda-Gigante

Quero apenas subir na roda-gigante,

E do alto apreciar a cidade sobre meus pés.

Não quero bolo, velas faiscantes,

muito menos ser a anfitriã do dia

recebendo gente bacana

na minha casa bacana.

Permitam-me, querer ser esquecida

no dia em que quero ser criança;

comer pipoca, cachorro-quente,

rir a toa, gritar e morrer de medo

quando a roda-gigante, de repente, parar…

para depois voltar a girar.

Assim como a vida…

(Beth Santana)

roda-gigante

~ por bethsantana em 4 Fevereiro, 2009.

2 Respostas to “Roda-Gigante”

  1. olá! gostei muito desse poema e gostaria de saber se eu poderia pucblicá-lo no meu novo blog, é q eu vou inaugurá-lo e encontri o q precisava, algo simples e profundo, com muita autenticação. me responde tá!? axl-load@bol.com.br

  2. Nada disso mocinha. Criança não pode ser esquecida. Mas, é mesmo delicioso ter ao menos uns parcos momentos em que possamos esquecer que crescemos e nos tornamos no adulto que agora briga e amedronta nossa criança.

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