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Florescer

“Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejas…”

(Pablo Neruda)

Ouvindo Phil Collins

 

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Não creio em histórias de amor…

Daquelas histórias que olhares, em frissom, se cruzam e se enxergam no meio de uma indiferente multidão que, apressada, não presta atenção em histórias de amor ocasionais que surgem enquanto cada um está de um lado da rua apenas aguardando o sinal fechar. 

Não creio em adocicadas e cobradas histórias de amor que acabam por sangrar em  lágrimas, dores, infinitos rancores, perguntas soltas no ar, poemas mal versados e, um corpo prostrado no colchão de um quarto qualquer que brinda a temporária desgraça em taça de cristal e um cigarro queimando em cinzas.

Amar, definitivamente, não doi…

Se, começar a doer, está na hora de desamar e a se amar.

(Beth Santana)

Egoismo

 

 

Não lembro mais

Das paredes que encostei

Os  copos que derrubei

Dos lençóis que desalinhei

Enquanto me experimentava

em gozo solitário

de pele, cheiro, desejo, imaginação

aflorando de minhas  entranhas

(Beth Santana)

 

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Proibida

 

Vejo-te, em curiosidade,

observar e deliciar

com o que não podes

conhecer em essência.

Não poderei impedir

que sejas um ridiculo

vouyer em desatino

do que é a ti

proibido tocar.

(Beth Santana)

 

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ecstasy 

No  jornal espalhado pelo chão do banheiro,

passo os olhos no show que passou

no ultimo final de semana que ainda não aconteceu;

eram duas horas de um novo dia.

Enquanto o mundo dorme,

revejo fotos do próximo lugar,

em novos sons na água cor de Coca-Cola,

em sirenes e sons secos que rompem a madrugada

e que seguem como o rio,

na velocidade do que deixa para trás.

Um breve de despedida

talvez sinalize um novo regresso;

do gavião que se despede do minuto que já passou

ao abrir suas asas e levando em suas garras aquele

que não esperou o próximo minuto chegar

e o show, que está prestes a começar.

Silêncio!

Reverencio um novo tempo

que leio nas páginas do velho jornal.

(BETH SANTANA)

Ato de Pecar

desejo

Meu Amor

Porque condenas os homens por seus viris desejos?

Se toda mulher, só quer se despir

insanamente em desejos para seu homem.


Não fales de romance, ou promessas futuras

quando as rosas, em verdade,servem apenas

para vestir um corpo que anela

pelo regogizo de uma boca entreaberta.


Para que insistir no romance?

Se tudo se finda ou se inicia

entre lábios molhados que pouco falam

entre olhares perdidos que muito dizem.


Não somos aqueles tolos e ingênuos jovens

em pleno fervor de um exercicio sensorial.

Eles  apenas  exercitam.

Deixe-os ansiar loucamente pelo sufocar.


Seja corpo entregue em plenitude

de sentimentos que lembram

um delicioso e ofegante ato de pecar.

(Beth Santana)

lacos

Em poucas horas seremos noite.
Ao longe sinto tua presença
em apressados bater de asas
vagando em negro espaço.

Apenas venha, mas sem pressa
em atender meu coração
que descompassadamente
te pede, te chama.

Ainda é crepúsculo
teremos muitas horas
para sermos uníssonos no silêncio
de nossa carne e espírito;
estamos condenados por sentimentos
no limbo de uma eternidade.

Apenas fique em mim
até que o sol te acorde,
ou o bem-te-vi me chame.

(by Beth Santana)

Esse poema foi pulbicado nesse mesmo espaço em  07 de novembro de 2007. E escolhido por Carmen Neves para ilustrar seu novo livro “Castelo de Desejos” – um singelo poema,  puramente intuitivo, que juntamente com outros tantos emotivos – escolhidos por Carmén – ilustraram uma linda história de amor.

PS: Queridos, me perdoem pela ausência – ando um pouco atarefada! Prometo retornar assim que passar esse ciclo de muitos afazeres, deveres, obrigações…

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