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Archive for the ‘desejo’ Category

Florescer

“Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejas…”

(Pablo Neruda)

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desejo

Meu Amor

Porque condenas os homens por seus viris desejos?

Se toda mulher, só quer se despir

insanamente em desejos para seu homem.


Não fales de romance, ou promessas futuras

quando as rosas, em verdade,servem apenas

para vestir um corpo que anela

pelo regogizo de uma boca entreaberta.


Para que insistir no romance?

Se tudo se finda ou se inicia

entre lábios molhados que pouco falam

entre olhares perdidos que muito dizem.


Não somos aqueles tolos e ingênuos jovens

em pleno fervor de um exercicio sensorial.

Eles  apenas  exercitam.

Deixe-os ansiar loucamente pelo sufocar.


Seja corpo entregue em plenitude

de sentimentos que lembram

um delicioso e ofegante ato de pecar.

(Beth Santana)

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Gosto da frente fria.
Vejo-a chegando nas montanhas
rapidamente trazida pelo vento.
Gosto do vento gelado,
que parece cortar os ossos.
Gosto de toucas e mantas
Edredons e cachecóis
ficar entre cobertores
com a companhia do chá ou do capuccino
que molham as bocas
de corpos que se aquecem
que suam
e se protegem
com o calor que emana
entre quatro paredes.

(Beth Santana)

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 casal1

Me revelastes
que por minha atenção clamavas,
que meu corpo desejavas,
em teu prazer solitário.
Silenciei.
E no silêncio de nossos corpos,
me entreguei.

Despi-me da santa,
atendi ao teu apelo;
me fiz meretriz de tua volúpia
em manhãs sedutoras,
em tardes de êxtase,
em noites devassas.

Presta atenção!
É Ano Novo. Ouço os fogos.
Pega a taça.
Derrama a champagne no meu corpo.
Me deixe inebriada de você!

Deixe que apenas o som de nossos corpos
brinde aos nossos novos dias
de êxtase, sedução, devassidão.

Veja. Eles brindam.
E nós estamos aqui…
Nos embriagamos em nós.

(by Beth Santana)

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0012

Cala-te! Beija-me!
Olha-me! Desnuda-me!
Toma-me em teus braços
nas madrugadas insones
de pernas entrelaçadas
e mãos libertinas que deslizam
em nossos corpos submissos
e seus prazeres egoistas.

Egoistas somos
no êxtase sentido;
meu cheiro e tua boca,
teu gosto e nosso gozo –
que ainda exala no quarto
e permanece nas entranhas de mim.

(by Beth Santana)

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Basta o sensual de mim,
para te despertar em insana volúpia,
em olhar de êxtase, em boca a profanar
as mais obscenas palavras de desejar.

Basta o sensual de mim
para te provocar
em chegar no máximo de meu corpo
e nos lençóis molhados de você.

Basta o sensual de mim
para que eu também desperte
e insandeça no simples
querer do teu sal.

Basta o sensual de mim
para que nossas vozes emudeçam
e as noites sejam longas
no sabor de nossos corpos.

Basta o sensual de mim
para te ter em sabor e suor
dentro de mim.

(By Beth Santana)

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O sossego de um amor

Sinceramente?
A paixão não está mais em mim.
Há luas perdi-a nos encantos dos desencantos,
na voz tensa ao telefone
do grito surdo de um louco que se embriaga
no entorpecer do absinto,
no delirio da papoula,
nos campos de trigo;
mantendo a tristeza em um caminhar
numa noite chuvosa.

Sinceramente?
Não há nada de sincero a te dizer.
Apenas por tua tristeza me penalizar.
A tua paixão não quero viver,
nem meu corpo a ti entregar,
não quero de tolices me violentar.

Sinceramente?
Quero apenas um carinhar
de um corpo a me aninhar,
de um beijo ao dormir,
outro beijo ao acordar.

Sinceramente?
Nada de ciumes a dominar,
gritos a ouvir, bares a parar,
lamentações a viver.
O sossego de um amor,
apenas esse quero desejar.

Sinceramente?
Por este amor esperarei,
e com ele viverei,
até meu último suspiro se findar.

(by Beth Santana)

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